Arquivo para Novembro, 2007

Receitas para o Natal: Biscoito de Castanha da Lucya

Hoje uma amiga do meu trabalho (sim, a Lucya), trouxe uns biscoitinhos que ela fez conforme uma receita da mãe dela. Pensei “biscoito feito em casa, ainda mais com receita de mãe, não pode ser ruim.” Fato. É muito bom! Aproveito para iniciar a categoria ‘natal’ onde procurarei postar as receitas típicas da época (não tenho muitas, mas colocarei as que tiver).

Ela me autorizou a postar a receita, desde que com o devido crédito. Aí está, Lucya! Imortalizado seu biscoito, que graças ao cozinha de casa para sempre será chamado de Biscoitinho Natalino de Castanha da Lucya.

RECEITA DE BISCOITO NATALINO DE CASTANHA DA LUCYA

  • 250g de margarina gelada
  • 250g de farinha de trigo
  • 100g de castanha do pará triturada
  • 1 xícara (chá) de açúcar

Misture todos os ingredientes, menos a farinha. Depois, vá adicionando a farinha aos poucos. Misture com a mão mesmo (é até meio terapêutico). A idéia é sentir a textura da massa. Ela estará boa quando não estiver muito grudenta nem quebradiça (tá, eu sei que não é muito intuitivo. Mas a receita é assim.).

Estique com um rolo (a.k.a pau de macarrão) a massa e corte no formato que desejar. Se tiver, pode usar aquelas forminhas de formatos divertidos, ou, na opção pobre, um copo. Ou, pior ainda, para quem não tem paciência (nem capricho) MESMO, pode-se cortar em quadradinhos. Fica a seu critério (recomendo as forminhas, comi um em forma de pinheirinho que estava ótimo!).

O forno deve estar pré-aquecido (180º). Coloque então os biscoitos numa forma untada (em algum post sobre bolos eu já ensinei a untar formas). Deixe por mais ou menos 30 minutos. Não caia na tentação de deixar no forno até ficar moreninho como você gosta, porque o biscoito escurece mais um pouco mesmo depois que sai do forno, portanto, se você quiser controlar pela ‘morenice’, tire um pouco antes.

A Lucya prometeu fazer uma receita e tirar umas fotos para postar aqui. Eu vou cobrar. Assim que ela trouxer, eu posto. Ela também prometeu me ensinar como decorar as bolachinhas com alguma coisa colorida que ela faz. Vamos aguardar! Quem quiser cobrar, pode fazê-lo diretamente a ela, postando um comentário no Ceramicarte, onde ela posta os belos pratos e objetos de porcelana que ela mesma faz.

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Homus! Vivas à Síria!

Não é por acaso que tem receitas árabes neste blog. Meus avós são sírios e morei com eles por bastante tempo, principalmente na época da formação do paladar. Assim, me acostumei tanto a comer comida árabe que kibe de forno para mim, numa determinada época, era mais comum que arroz e feijão.

Um dos meus 218 pratos árabes favoritos (218 porque todos são bons!) é o Homus, o creme de grão-de-bico à moda árabe. Pode não parecer para quem está acostumado só a pedir este prato em restaurantes, mas ele é bem fácil de fazer. Veja só:

RECEITA DE HOMUS, CREME DE GRÃO-DE-BICO À MODA ÁRABE

  • 250g de grão-de-bico (normalmente o pacote vem com 1/2 kilo)
  • 3-6 dentes de alho
  • suco de 1-2 limões
  • sal
  • azeite
  • opcional: 1 colher de sopa de tahine (compre em algum empório árabe¹).

Qualquer semelhança com o molho de salada não é mera coincidência (acho). O fato é que este tempero é ótimo. Mas não ache que fui eu quem o fez assim não, minha vó já temperava o Homus deste jeito, e não admito que nenhuma receita seja mais ‘original’ em termos de ‘arabianice’ do que as que a própria velha síria usava.

Bom, vamos preparar. Coloque o grão-de-bico de molho por pelo menos umas 4 horas. O ideal é que se deixe de um dia para outro. Depois coloque na panela de pressão e coloque água para cobrir e sobrar uns 5 centímetros além da altura do grão-de-bico. Pode usar a própria água onde ele estava de molho, sem problemas. Deixe por umas 2 horas após abrir fervura. Quando der este prazo, abra² e tente esmagar um grão. Se for fácil, está bom. Se ainda estiver duro, coloque por mais 15 minutos. Faça assim até que ele esteja todo macio. Não esqueça de ver o nível da água, tem que ter água na panela ou o grão-de-bico queima.

Depois de cozido, coloque os grãos com uma concha ou duas de água no liquidificador. Adicione o suco de um limão, 3 dentes de alho, um pouco de sal e um pouco de azeite. Bata. A consistência tem que ser a de um creme, não muito líquida, mas o suficiente para que o liquidificador consiga bater. Aí é só ir experimentando até conseguir o tempero desejado, a gosto. Se quiser mais azedinho, ponha mais limão, se gostar mais de azeite, ponha mais, regule o sal como gosta e se gostar mais picante, ponha mais alho.

Se quiser usar o Tahine, este é o momento. Minha vó não usava, portanto eu não gosto muito. Para mim aquilo tem gosto de gergelim queimado, mas é uma questão de gosto pessoal.

Uma dica:  não ponha todo o grão-de-bico de uma vez para bater. Cada vez que você acrescentar limão ou azeite o Homus ficará mais líquido. Para balancear e não perder textura, você acrescenta grão-de-bico. Se precisar deixar mais líquido mas não quiser adicionar nem limão nem azeite, pode usar a água do cozimento.

Pronto. É só deixar esfriar (este prato se come frio) e servir. Fica ótimo com pão, com arroz, como acompanhamento de churrasco (principalmente com kafta). Eu também gosto com coalhada, mas eu como coalhada com praticamente tudo.

Enjoy.

Ah, sobre os numerinhos que coloquei nesta receita. Vamos lá:

1. Eu adoooro empórios árabes. Ache um bem tradicional e leve seu talão de cheques. Vale a pena. Eu recomendo fortemente a Confeitaria Pagé, que embora não tenha um nome sugestivo, é ótima e muito tradicional. Meu pai me levava lá quando eu era criança. Fica do lado da entrada da galeria pagé, ponto ‘turístico’ de São Paulo. O endereço é: Rua Comendador Afonso Kherlakian, 63. Centro – São Paulo, SP. Telefone: (11) 3228-3160.

2. Ok, ok. O blog é voltado para quem não sabe cozinhar, mas eu preciso assumir que os leitores sabem abrir uma panela de pressão. Não sabe? Bom, vamos lá. NUNCA abra de uma vez uma panela de pressão. Tire-a do fogo e aguarde até que pare de sair vapor. Se estiver com pressa, pode colocar debaixo da torneira. Quando parar de sair vapor, aí você pode abrir. CUIDADO!! Não é brincadeira, ela pode causar acidentes.

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Kafta!

Este final de semana fui a Ubachuva (Ubatuba). Num dos vários churrascos resolvemos fazer uma kafta, tanto por ser muito simples e rápido como por ser delicioso.

Simples? Rápido? Delicioso? Tudo a ver com o Cozinha de Casa!

RECEITA DE KAFTA

  • 1/2 kg de patinho moído (é importante que seja patinho, não outra carne)
  • alho picadinho a gosto
  • sal

Só isto. Mesmo. Não é o máximo, sendo o mínimo? Bom, preparar é muito simples. Você vai precisar de uma churrasqueira, ou pelo menos uma daquelas pequenas grelhas elétricas de R$ 40,00. Misture bem a carne com os temperos. Faça com as mãos mesmo, como se fosse massa de pão. Com isto, a carne vai ficar bem fácil de moldar. Daí a importância do patinho, esta carne ‘dá liga’ mais fácil, é a ideal para fazer kafta e kibe.

Depois de temperar, com as mãos molde a carne em espetos ou espetinhos. A espessura é a gosto, eu costumo fazer com mais ou menos 3 cm de diâmetro. Alise bem para ficar uniforme. Depois é só colocar na grelha ou churrasqueira e aguardar o ponto. Quando a carne estiver cozida, estará pronto. Você pode preferir mais mal passado ou bem passado, a gosto. Nota: a ponta normalmente fica mais mal passada.

É ótimo! Eu acho que kafta é a versão árabe de hambúrguer. Na verdade, é um hambúrguer no espeto. E, convenhamos, se duas culturas separadas no mundo desenvolveram isoladamente o mesmo prato, ele tem que ser bom.

P.S.: tem uma outra versão de kafta, feita na assadeira, mas eu não vejo graça. Até por isso não procurei a receita. Se é isto que você está procurando, deixe um comentário que eu pergunto à minha família e posto depois.

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Básicos: Arroz!

Bom, resolvi finalmente iniciar a série básicos, e nada melhor para começar que o mais elementar dos alimentos, a base da maioria das refeições, o arroz branco! É realmente fácil de fazer, não requer prática nem tampouco habilidade. Se bem que com um pouco de prática fica melhor.

COMO PREPARAR ARROZ BRANCO

  • 1 copo americano de arroz
  • 2 copos de água
  • um dente de alho expremido
  • 1/4 de cebola pequena, cortada em pedacinhos pequenos
  • um pouco de sal

Gente, os temperos são a gosto, obviamente. Eu gosto de alho e cebola no arroz, mas você faz como preferir, nem o sal é obrigatório (sem sal fica parecendo arroz japonês, não é ruim).

Pegue uma panela, coloque um pouco de óleo no fundo (não precisa nem cobrir o fundo). Deixe aquecer um minuto e jogue a cebola. Deixe a cebola lá até ficar douradinha, então junte o arroz e depois o alho. Mexa bem, e fique mexendo por um minuto, mais ou menos. Acrescente o sal. Ponha pouco, somente a pontinha do garfo. Depois, se você achar que foi pouco, dá para por mais, mas tirar é impossível.

Comentário oportuno, já que estamos falando da série básicos, este processo, de colocar algo para dar uma pequena fritada, é chamado refogamento. Acabamos de refogar o arroz.

Continuando, acrescente a água. Aí é só deixar fervendo até que o arroz fique quase completamente seco. Vai ficar cheio de furinhos. Quando já não der mais para ver a água, pode desligar.

Pronto. Está aí seu arroz.

Talvez não fique perfeito logo de saída, mas com um pouco de experiência se acerta. Se ficar meio seco, desligue um pouco antes da próxima vez. Se ficar meio duro coloque um pouquinho mais de água. Se ficar empapado, ponha menos água, e assim por diante.

Sobre lavar ou não lavar o arroz: A maior parte das marcas hoje em dia já vendem o arroz lavado e escolhido, de forma que nenhuma preparação prévia é necessária. Se você fizer questão de lavar, vá em frente, eu não faço.

Para incrementar o arroz.

Tem vários jeitos de aproveitar o cozimento do arroz para deixá-lo mais incrementado. Você pode:

  • colocar cenoura ralada;
  • colocar beterraba ralada;
  • trocar a água por água de cozimento da beterraba;
  • trocar a água por caldo de carne (por exemplo, se você fez carne assada. Ah, você não sabe fazer carne assada? Eu ponho a receita depois. É fácil e gostoso);
  • colocar umas fatias de queijo quando estiver quase cozido (fica óóótimo!!);
  • exagerar no alho (tenho um casal de amigos que numa receita usa uma CABEÇA de alho para cada copo de arroz);
  • colocar uma ou mais ameixas ume (aquela em conserva japonesa);
  • por curry, etc, etc.

Invente. Aproveite que arroz é barato.

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